O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (SINSERM) realizou a primeira Assembleia de Campanha Salarial 2026 com expressiva participação da categoria. Servidores de diversas secretarias da Prefeitura estiveram presentes, assim como trabalhadores do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (EMDURB), da Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru (FUNPREV) e aposentados.
Uma assembleia plural, representativa e profundamente democrática, que construiu, a muitas mãos, a Pauta de Reivindicações para 2026.
A plenária teve início com a apresentação de um estudo técnico de impacto orçamentário, considerando a arrecadação municipal em 2024, 2025 e a projeção para 2026, bem como a evolução da despesa com pessoal nos mesmos períodos.
Os números apresentados demonstraram que a cada 1% de reajuste na grade salarial representa impacto aproximado de R$ 7,26 milhões ao ano, bem como R$ 50,00 de aumento no vale-compras corresponde a cerca de R$ 4,9 milhões ao ano.
Com base nesses dados concretos, os servidores puderam formular propostas com consciência, responsabilidade e estratégia coletiva. O debate foi qualificado, técnico e, ao mesmo tempo, profundamente comprometido com a valorização de todo funcionalismo.
Os dirigentes lembraram que, nos últimos anos, os percentuais reivindicados pelo sindicato eram significativamente superiores à inflação, tais quais 27% em 2025, 19,62% em 2024 e 24,37% em 2023, o que, na prática, afastava o debate de uma negociação viável.
A proposta apresentada nesta nova fase foi clara: considerar a inflação acumulada, mais um percentual de ganho real factível, criando margem política para um diálogo sério e consistente com o Poder Executivo.
A assembleia aprovou, após amplo debate e votação item a item:
- 11% de reajuste salarial (4,26% de reposição inflacionária + 6,74% de ganho real);
- R$ 1.554,00 de vale-compras;
- R$ 700,00 de abono pecuniário;
- Criação do Auxílio Social para aposentados no valor de R$ 750,00.
Cada deliberação foi votada separadamente, após acolhimento das manifestações da base, garantindo transparência, legitimidade e participação efetiva.
A assembleia também aprovou importantes cláusulas sociais:
- Redução de carga horária, sem prejuízo de vencimentos, para mães ou pais de filhos com neurodivergência;
- Redução de carga horária, sem prejuízo de vencimentos, para servidores com fibromialgia;
- Criação de política pública de combate ao assédio moral e sexual;
- Instituição de um salário mínimo municipal;
- Participação do sindicato na mesa de trabalho para atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Já nesta quinta-feira (12), a prefeita Suéllen Rosim recebeu a diretoria executiva do SINSERM e a Pauta de Reivindicações aprovada pela categoria, cumprindo compromisso assumido antes mesmo da realização da Assembleia.
No dia 3 de fevereiro, a chefe do Executivo já havia recebido os dirigentes sindicais, no primeiro encontro oficial da nova gestão sindical. Na ocasião, o secretário municipal de Administração, Cristiano Zamboni, também esteve presente
Os encontros simbolizam a retomada do diálogo institucional e o restabelecimento da mesa permanente de negociações. Tanto a prefeita quanto a direção do sindicato manifestaram disposição para uma relação republicana, cordial e responsável, reconhecendo que, mesmo diante de divergências, o interesse público deve prevalecer.
Na reunião desta quinta-feira, a prefeita reiterou o compromisso de analisar a Pauta de Reivindicações e apresentar uma resposta após o feriado de Carnaval. Assim que houver retorno formal do Executivo, o SINSERM convocará nova Assembleia para que os servidores deliberem coletivamente sobre os próximos passos da Campanha Salarial.