Mais uma vez, o SINSERM se reuniu nesta quarta-feira (2), com representantes da Administração Municipal para cobrar encaminhamentos sobre pautas que afetam diretamente os servidores. E, novamente, apesar da atuação incisiva do sindicato, a reunião terminou sem avanços substanciais em questões que já vêm sendo discutidas há meses.
A situação dos vigias patrimoniais voltou à mesa, mas permaneceu sem solução. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e reclamam da relação com a chefia. O mesmo ocorreu com o Incentico Financeiro Adicional (IFA), destinado aos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs).
Para o SINSERM, é necessária vontade política para construir um mecanismo que permita destinar parte do incentivo à valorização dos trabalhadores. Ainda que os recursos atualmente já estejam empregados no orçamento, é responsabilidade do Executivo planejar os próximos anos para que o incentivo cumpra efetivamente sua finalidade.
Sobre os servidores lotados no Poupatempo, o sindicato reiterou a possibilidade de organização do trabalho em regime de escala em feriados municipais, nos moldes do que já ocorre aos sábados. O chefe de Gabinete, Leonardo Marcari, informou que a coordenação do Poupatempo solicitou reunião com a PRODESP, empresa que administra o Poupatempo, e aguarda retorno desde o dia 18 de agosto.
Também segue sem avanço o auxílio social para aposentados e pensionistas. A proposta de R$ 700 mensais, deliberada pela própria Comissão de Aposentados, não foi aceita sob a justificativa de ausência de orçamento. Desde a Campanha Salarial, quando o sindicato apresentou a proposta, a Prefeitura afirma que a discussão depende de uma nova proposta dos aposentados, que encontre viabilidade financeira, enquanto a categoria mantém a reivindicação original.
O argumento orçamentário ganha ainda mais importância neste momento, uma vez que começam, na próxima semana, as audiências públicas da Lei Orçamentária Anual (LOA), que definirá como os recursos municipais serão administrados em 2027. O SINSERM estará presente em todas elas para cobrar que a valorização dos servidores seja incorporada ao planejamento.
O sindicato ainda acrescentou uma nova reivindicação: a adequação da legislação municipal às normas federais relativas à redução de jornada para servidores neurodivergentes e/ou responsáveis por pessoas com neurodivergências, além da legislação relacionada à fibromialgia.