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Prefeita Suéllen Rosim se esconde da Campanha Salarial e é notificada pelo Sinserm

Desrespeito, omissão e prática antissindical marcam postura da chefe do Executivo, que se recusa a negociar com o Sinserm e despreza os trabalhadores que mantêm a cidade funcionando (Foto: Douglas Willian)

Bauru vive, mais uma vez, um lamentável cenário de desrespeito com os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público municipal. A prefeita Suéllen Rosim, em total desprezo à democracia e ao funcionalismo, se recusa a cumprir até mesmo o básico: dialogar com o Sindicato que representa legalmente os servidores e apresentar proposta de reajuste salarial. Desde o dia 14 de fevereiro de 2025, o Sinserm tenta, por vias formais, entregar a pauta de reivindicações da categoria aprovada em Assembleia Unificada.

Foram dois ofícios protocolizados solicitando reuniões — um para o dia 18 e outro para o dia 10 de março — ambos completamente ignorados pela chefe do Executivo. A pauta, mesmo protocolada em 19 de fevereiro, permanece sem qualquer resposta, o que revela um governo que se nega a ouvir os trabalhadores que sustentam os serviços essenciais da cidade.

Diante da postura inaceitável da prefeita, o Sinserm protocolou nesta sexta-feira, 21 de março de 2025, uma notificação extrajudicial no Gabinete da Prefeita, exigindo que Suéllen Rosim se manifeste formalmente sobre a pauta de reivindicações e apresente proposta de reajuste salarial até o dia 26 de março, véspera da Assembleia da categoria marcada para o dia 27. O documento também denuncia a omissão da gestora e cobra providências imediatas.

Estamos diante de uma prefeita que foge do diálogo, desrespeita a data-base da categoria e pratica uma clara omissão institucional, que beira a ilegalidade e escancara a sua postura antissindical. Enquanto isso, servidores seguem enfrentando salários defasados, estruturas precárias e falta de valorização em todas as áreas da administração pública.

A indignação é geral. Na Assembleia realizada no dia 20 de março, a categoria foi enfática: não aceitará calada o silêncio da prefeita. Uma nova Assembleia foi convocada para o dia 27 de março, com indicativo de greve geral, caso a gestora municipal siga se escondendo e fingindo que nada está acontecendo.

É inadmissível que uma prefeita eleita democraticamente se comporte como se não tivesse nenhuma responsabilidade com os trabalhadores públicos de Bauru. Ela se recusa a cumprir até mesmo a Constituição Federal, que garante a revisão geral anual dos vencimentos, e se mostra alheia à realidade de quem garante o funcionamento da saúde, da educação, da limpeza pública, da segurança e de todos os setores da Prefeitura.

Não aceitaremos mais esse silêncio. O Sinserm exige respeito. O funcionalismo exige resposta. Se a prefeita não negociar até o dia 26 de março, quem vai falar mais alto serão os servidores — nas ruas e, se necessário, em greve.

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