A Prefeitura de Bauru enviou à Câmara Municipal, nesta segunda-feira (31), o projeto de lei com o reajuste dos servidores públicos municipais. A proposta da prefeita Suéllen Rosim prevê a “reposição” da inflação acumulada de 4,83% no último ano. Um valor vergonhoso, que está muito aquém das perdas salariais históricas e muito distante dos 27% reivindicados pelos servidores em assembleia. A categoria está cansada de migalhas!
É inaceitável que a prefeita trate os trabalhadores dessa forma, tentando mascarar sua falta de compromisso com um reajuste que sequer cobre as necessidades básicas do funcionalismo. O salário mais baixo da prefeitura hoje, da referência C1, é inferior ao salário mínimo nacional. Isso mesmo: uma cidade do porte de Bauru, paga menos do que um salário mínimo para milhares de servidores públicos. Isso é um retrato escancarado do descaso de Suéllen Rosim com o serviço público e com quem dedica sua vida a manter a cidade funcionando.
Enquanto isso, o Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) – presidido por ninguém menos que o noivo da prefeita –, reajustou a tarifa de água em 10,5% neste ano. O salário mínimo nacional subiu 7,5%. E os servidores? Um reajuste medíocre de 4,83%... A prefeita não apenas despreza os trabalhadores, como ri da cara deles ao propor esse índice.
E o vale-alimentação, que não teve reajuste no ano passado? Vale lembrar que o benefício chega APENAS para os servidores da ativa! Os aposentados, que dedicaram décadas de suas vidas ao município, foram mais uma vez chutados para o canto. Não têm direito a NENHUM centavo desse valor. Como pagam aluguel? Medicamentos? Contas em geral? A prefeita Suéllen Rosim não quer saber. Virou as costas para os aposentados e os condenou à própria sorte. É desumano!
E mais: o total desrespeito com as instituições e com o processo democrático de negociação é escandaloso. A prefeita sequer respondeu à pauta de reivindicações protocolada no início de fevereiro, ignorando completamente o conjunto de mais de 30 cláusulas, muitas delas de cunho social, que tratam de condições de trabalho, saúde, segurança e direitos básicos dos servidores. A falta de diálogo revela a face autoritária de um governo que despreza tanto o sindicato quanto os trabalhadores que os representa.
A chefe do Executivo municipal se mostra, a cada atitude, a verdadeira carrasca do funcionalismo público. Está fazendo história como a maior inimiga dos servidores que Bauru já viu. Sua gestão é marcada pela falta de valorização, pela ausência de diálogo, e pelo desmonte sistemático do patrimônio público por meio de concessões e parcerias público-privadas que entregam a cidade para interesses escusos.
A assembleia realizada na última quinta-feira (27) aprovou a paralisação de 24 horas no dia 7 de abril. A pergunta que o Sinserm faz agora é direta: VOCÊ VAI ACEITAR ESSE REAJUSTE PÍFIO CALADO? Vai permitir que a prefeita continue desrespeitando a categoria? Chega de submissão! É hora de indignação!
TODOS À LUTA!
📍 Concentração: Rua Engenheiro Saint Martin, 14-38 (Sinserm)
🕗 Horário: 8h
📆 Data: 7 de abril
Vamos mostrar para essa gestão autoritária que servidor tem voz, tem força e tem dignidade!