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Servidores anunciam paralisação e denunciam desmonte do serviço público promovido por Suéllen Rosim em Bauru

A paciência dos servidores públicos municipais de Bauru chegou ao limite. Após meses de tentativas formais de diálogo e diante de um completo descaso da prefeita Suéllen Rosim, a categoria decidiu, em assembleia realizada nesta quinta-feira (27), paralisar suas atividades por 24 horas no dia 7 de abril. A concentração será a partir das 8h, na sede do Sinserm. A mobilização será o primeiro passo concreto rumo a uma greve geral, caso a prefeita siga ignorando as reivindicações legítimas dos trabalhadores.

O clima entre os servidores é de indignação, revolta e resistência. E não é para menos. A prefeita Suéllen Rosim entrará para a história como a primeira chefe do Executivo bauruense a se recusar terminantemente a dialogar com os trabalhadores que mantêm a cidade em funcionamento e o sindicato que há décadas atua em defesa do funcionalismo.

Desde o dia 14 de fevereiro, o Sinserm tenta, por vias institucionais e democráticas, entregar a Pauta de Reivindicações aprovada pela categoria em Assembleia Unificada. Foram dois ofícios protocolados, solicitações de reunião para os dias 18 de fevereiro e 10 de março, todos solenemente ignorados. A pauta foi oficialmente protocolada em 19 de fevereiro e, até o momento, segue sem qualquer devolutiva por parte da prefeita. Nem uma resposta. Nenhum posicionamento. Um silêncio calculado e covarde que já beira a ilegalidade e escancara a postura antissindical da atual gestão.

Na última sexta-feira (21), o sindicato foi forçado a protocolar uma notificação extrajudicial no Gabinete da Prefeita, exigindo resposta imediata até o dia 26 de março. A resposta? Nenhuma. A omissão da prefeita, que insiste em esconder processos, atropelar ritos e negar informações à entidade de classe, é uma afronta direta à Constituição Federal, que assegura o direito à livre organização sindical e à negociação coletiva.

A gestão Suéllen Rosim representa hoje um projeto claro de desmonte do serviço público. Enquanto os salários seguem defasados, escolas padecem com infraestrutura precária, unidades de saúde enfrentam superlotação e falta de materiais básicos. Famílias aguardam com angústia o reajuste que lhes é de direito. E a prefeita? Se recusa a negociar, mas não hesita em criar cargos e secretarias para acomodar aliados políticos. Uma gestora que se diz cristã, mas que, na prática, trocou os princípios cristãos por acordos e negociatas, tratando o funcionalismo com frieza, desprezo e truculência.

Trata-se de uma prefeita forasteira que veio para Bauru com dois objetivos: projetar sua carreira política e entregar o patrimônio público nas mãos do capital privado. Os servidores, no entanto, não aceitarão calados. A história está sendo escrita, e o Sinserm, junto com a categoria, reafirma: onde o governo ergue muros, o funcionalismo constrói pontes de luta e resistência.

No dia 7 de abril, Bauru vai parar. E, se necessário, a paralisação se tornará greve geral. Decretamos assembleia permanente e o recado foi dado: ou a prefeita respeita os trabalhadores e negocia, ou enfrentará a força de uma categoria que não aceita mais ser humilhada e invisibilizada.

E a luta não vai parar na parte da manhã! No período da tarde do dia 7 de abril, os servidores municipais se reunirão em frente à Câmara Municipal de Bauru, exigindo dos vereadores uma posição firme e pública diante do imbróglio causado pela “prefake”. O Legislativo precisa se posicionar e romper o silêncio conivente frente ao desrespeito institucional praticado pelo Executivo.

Servidor, servidora: a luta é agora. A sua presença é essencial. Vamos juntos defender nossos direitos, nossa cidade e nosso futuro.

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