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SINSERM amplia pressão na LOA 2027 e cobra salário digno, PCCS, contratações e melhores condições de trabalho

Pelo segundo dia consecutivo, o SINSERM ocupou a Câmara Municipal e colocou a valorização dos servidores no centro das discussões sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.

Na audiência pública realizada na noite desta quinta-feira (10), os dirigentes do sindicato acompanharam as apresentações das secretarias, questionaran representantes do Executivo e cobraram respostas sobre salários, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), qualificação profissional, contratações, IFA dos ACS e ACE e condições de trabalho.

A presença não é episódica. O sindicato vem mobilizando e informando a categoria pelas redes sociais e atuando de forma incisiva nas audiências. Depois de muitos anos sem uma atuação sindical dessa dimensão na discussão do orçamento, o novo SINSERM decidiu antecipar a luta: não vamos esperar 2027 chegar para ouvir que não existe previsão orçamentária para valorizar os servidores.

Durante a apresentação da Secretaria de Administração, o debate evidenciou um problema já denunciado pela entidade sindical: a defasagem dos salários. O próprio secretário reconheceu a existência de cargos defasados e a necessidade de uma revisão geral da estrutura, com impactos financeiros e previdenciários.

O diretor Gabriel Placce foi ainda mais incisivo ao apresentar um dado importante: 1.091 servidores municipais recebem o complemento do salário mínimo, conquistado na Campanha Salarial de 2026. Ocorre que, se os vencimentos tiverem apenas a reposição inflacionária prevista e o salário mínimo avançar acima desse índice, a tendência é que mais trabalhadores passem a entrar na conta do complemento. Para o SINSERM, é inadmissível que uma Prefeitura do porte de Bauru continue sustentando carreiras com vencimentos-base tão depreciados.

Gabriel também cobrou avanços no PCCS, cuja discussão permanece aguardando a elaboração do termo de referência. Em resposta, a Administração informou que ainda prepara o estudo técnico preliminar após duas tentativas frustradas de contratação. O sindicato continuará pressionando: os servidores já esperaram tempo demais por carreiras que reconheçam experiência, qualificação e tempo dedicado ao Município.

Outro ponto levantado foi a Escola de Governo. O dirigente defendeu uma política permanente de formação, com plataforma digital a fim de democratizar o acesso aos cursos.

Na apresentação da Secretaria Municipal de Saúde, o SINSERM voltou a cobrar uma reivindicação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE): o Incentivo Financeiro Adicional (IFA).

Placce lembrou que a categoria luta há tempos pela regulamentação do Incentivo e que o sindicato já levou a questão reiteradamente ao Executivo. Ele questionou diretamente se a Secretaria de Saúde havia discutido com o Governo a previsão desse gasto para 2027, lembrando que aproximadamente 300 trabalhadores podem ser alcançados.

A secretaria afirmou que os recursos atualmente são empregados também na folha e em políticas destinadas aos agentes. Para o SINSERM, porém, a discussão permanece aberta e a reivindicação da categoria continuará sendo defendida.

A diretora Raquel Cuesta levou para a audiência outro problema que demonstra por que discutir orçamento também significa discutir condições dignas de trabalho. Ao tratar da Saúde, questionou se existe previsão para a reforma do prédio do CAPS-AD, cuja situação afeta não apenas os usuários do serviço, mas também os servidores que trabalham diariamente na unidade.

Raquel também fez uma reflexão mais ampla: políticas de saúde não podem se limitar ao tratamento da doença. É necessário investir em prevenção, cultura, esporte, lazer e qualidade de vida, evitando uma lógica que sobrecarregue continuamente os serviços e, consequentemente, os trabalhadores da Saúde.

As apresentações desta quinta-feira incluíram Administração, Saúde, Aprovação e Projetos, Desenvolvimento Econômico e Esporte e Lazer. Somente a Saúde apresentou previsão global de R$ 505 milhões para 2027, dos quais aproximadamente R$ 318,8 milhões estão relacionados a pessoal, encargos sociais e benefícios dos servidores.

Os números reforçam aquilo que o SINSERM vem dizendo desde o primeiro dia: a LOA não é uma discussão distante da vida do trabalhador. É nela que o Município estabelece onde pretende colocar seus recursos e quais serão suas prioridades no próximo exercício.

Por isso, enquanto o orçamento estiver sendo construído, o SINSERM estará presente.

Estamos acompanhando números, questionando secretários, cobrando respostas, mobilizando os trabalhadores e levando para dentro da Câmara aquilo que é vivido diariamente nos locais de trabalho.

Queremos previsão orçamentária para reajuste salarial digno e com ganho real. Queremos recursos para novas contratações. Queremos PCCS, valorização das carreiras, qualificação profissional, condições adequadas de trabalho e respeito aos aposentados.

O sindicato não aceitará que os servidores sejam lembrados apenas depois que todas as demais prioridades já estiverem definidas.

Se é agora que Bauru decide onde colocará seu dinheiro em 2027, é agora que os servidores precisam disputar seu espaço no orçamento.

O SINSERM seguirá presente. Acompanhando. Questionando. Pressionando. Mobilizando.

A Campanha Salarial de 2027 começa agora!

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