Notícias

Notícias

SINSERM denuncia condições precárias de trabalho na cozinha do DAE e cobra providências da autarquia

Equipamentos sucateados, falta de materiais, quadro insuficiente de funcionários e restrições aos intervalos de descanso estão entre os problemas relatados por servidores ao Sindicato.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (SINSERM) encaminhou, nesta quinta-feira (8), o Ofício nº 194/2026 ao presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), João Carlos Viegas de Souza, cobrando providências urgentes diante das condições de trabalho relatadas por servidores que atuam na cozinha da autarquia.

A iniciativa ocorreu após trabalhadores procurarem o sindicato para denunciar a precariedade da estrutura, a insuficiência de equipamentos e materiais básicos e a sobrecarga de atividades, agravada pela falta de funcionários.

Entre os problemas apresentados estão panelas furadas, equipamentos sucateados, ausência de luvas, lixeiras sem pedal e quantidade insuficiente de utensílios, situação que obriga os servidores a realizar manualmente a secagem de talheres para atender à demanda.

Segundo os relatos, essas condições tornam a rotina excessivamente pesada e desgastante, comprometendo a execução adequada das atividades e levantando preocupações quanto à saúde e à segurança dos trabalhadores.

Outro ponto denunciado envolve o controle excessivo dos intervalos para alimentação e descanso. Conforme informado ao SINSERM, há situações em que servidores iniciam o almoço às 12h15, mas são obrigados a retornar às atividades às 13h, sem usufruir integralmente de uma hora de intervalo.

Diante das denúncias, o sindicato solicitou formalmente à presidência do DAE a realização de vistoria nas instalações da cozinha, a substituição dos equipamentos danificados, o fornecimento dos materiais necessários e a avaliação do quadro de funcionários, com medidas para reduzir a sobrecarga de trabalho.

O ofício também exige esclarecimentos e revisão dos procedimentos relacionados aos intervalos, de modo a assegurar o cumprimento das normas aplicáveis e o respeito aos direitos dos servidores.

O SINSERM cobrou, ainda, uma manifestação formal da autarquia, com a apresentação das providências adotadas ou previstas e os respectivos prazos de execução.

É inadmissível que trabalhadores responsáveis por atividades essenciais ao funcionamento do serviço público tenham de enfrentar condições inadequadas, escassez de materiais e desgaste excessivo para cumprir suas atribuições.

Garantir equipamentos adequados, dimensionamento suficiente de pessoal, respeito aos intervalos e condições dignas de trabalho não é privilégio: é obrigação da administração pública e direito dos servidores.

Compartilhe: