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SINSERM se reúne com o secretário de saúde, Márcio Cidade Gomes, para discuitir demandas da pasta

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (SINSERM) reuniu-se nesta terça-feira (7) com o secretário municipal de Saúde, Márcio Cidade Gomes, para tratar de uma série de questões que impactam diretamente as condições de trabalho dos servidores e a qualidade do atendimento à população.

Foram discutidas as condições estruturais precárias de prédios públicos da saúde, um problema crônico da pasta. Neste ponto, o próprio secretário reconheceu a gravidade da situação, afirmando que ambos os equipamentos estão incluídos no planejamento da Administração para futura realocação. Segundo ele, intervenções pontuais já não seriam suficientes para resolver os problemas acumulados ao longo dos anos. Em casos específicos, como o CAPS AD e o setor de Apoio Social, a previsão apresentada é de mudança para novos espaços no prazo de até um ano, sem, no entanto, detalhamento concreto sobre cronograma, recursos ou local definitivo.

Outro ponto abordado foi a falta de medicamentos nas unidades de saúde. Apesar das inúmeras denúncias recebidas pelo sindicato, o secretário negou a existência do problema de forma generalizada e solicitou que eventuais casos sejam comunicados individualmente à sua pasta.

Em relação à logística de insumos e medicamentos, foi anunciada a entrega de um novo almoxarifado até o final de abril. A promessa inclui uma estrutura modernizada, com novo endereço e implantação de sistema de rastreabilidade, controle e monitoramento centralizado. Embora a medida represente um avanço técnico, ainda não há garantias de que a reorganização será suficiente para solucionar as falhas no abastecimento denunciadas pelos servidores.

O que chamou atenção foi a projeção apresentada pelo secretário quanto à entrega do Hospital Municipal, prevista para 2028. A estimativa reforça a ausência de soluções imediatas para a sobrecarga atual da rede e para as condições de trabalho enfrentadas diariamente pelos profissionais da saúde.

A pauta sobre a redução da jornada de trabalho dos técnicos de farmácia expôs limites claros da gestão. O secretário afirmou não ver impedimentos, desde que haja respaldo legal, mas demonstrou preocupação com os impactos operacionais da medida. Sem previsão orçamentária para novas contratações — inexistente na LOA, LDO e no Plano Plurianual —, a eventual redução da carga horária poderia resultar em equipes insuficientes ou na sobrecarga ainda maior dos trabalhadores.

Sobre a UPA Mary Dota, Cidade Gomes informou que há monitoramento mensal da prestação de serviços e da gestão dos recursos. No entanto, a realidade relatada por servidores aponta para a necessidade de maior transparência e efetividade nesse acompanhamento, especialmente diante das dificuldades enfrentadas na unidade.

A reunião reafirma a necessidade de enfrentamento sério e estruturado dos problemas da saúde municipal. As respostas apresentadas pela gestão, em muitos casos, se apoiam em promessas futuras ou na ausência de previsão orçamentária, enquanto os servidores seguem lidando com a precariedade cotidiana. O cenário exige medidas concretas, planejamento consistente e compromisso real com a valorização dos trabalhadores e com a qualidade do serviço público prestado à população.

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